Um modo significativo de participar do aniversário de nossa Cidade (1Tm 2.1-3)

A Confissão de Fé de Westminster afirma no Capítulo XXIII que: “Deus, o Senhor supremo e Rei de todo o mundo, para a sua glória e para o bem público, constituiu sobre o povo magistrados civis, a ele sujeitos (…)”. De fato, este é o testemunho das Escrituras em textos como Rm 13.1-4 e 1Pe 2.13-14. É, certamente por isso, que o apóstolo Paulo instruiu a Timóteo, no texto acima, que a Igreja presente na cidade de Éfeso deveria envolver em seu culto público os que se acham investidos de autoridade. Percebemos o ensino do apóstolo primeiramente pela exortação que faz: “exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade”. A sua preocupação é que a Igreja não omita em suas reuniões públicas, as orações em favor de todas as classes de homens, inclusive os reis e todos os que ocupam posição de proeminência.

Posteriormente, ele apresenta o propósito da exortação: “para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito”. Ou seja, oremos pelos mesmos para que não soframos com problemas de ordem e que provocam inquietações no íntimo. Contudo, jamais devemos imaginar que este propósito se limita ao nosso bem estar, pois, essa vida tranquila e mansa está intimamente ligada ao testemunho do crente por meio da sua piedade e dignidade, o que consequentemente apontará para o Salvador de suas vidas.

Finalmente, ele mostra o fundamento da exortação: “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador”. Isto significa que, à medida que a Igreja ora por todos os tipos de pessoas independentemente de sua posição social, ela caminha para agradar ao Senhor e receber a sua aprovação. Deste modo, não podemos evitar as orações pelos que estão investidos de autoridade. Lembremos sempre que as condições de vida tranquila e pacífica promovem a oportunidade do conhecimento de “nosso Salvador”.

Portanto, participemos do aniversário da Cidade de Patos de Minas orando, testemunhando e servindo. Ajudando a construir uma história honrosa para a mesma, onde a vida próspera ofereça oportunidades para o conhecimento do Salvador.

 Amém!

 Harlows Pimentel Rocha.

“crentes nominais” – uma reflexão.

“não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is 1.13).

Como somos incomodados com a situação alarmante dos “crentes nominais”. Esse “grupo” de pessoas que perambula pelas Igrejas fim de semana após fim de semana, traz seus dízimos e ofertas, participa de acampamentos, carrega suas Bíblias para os cultos, assume cargos, faz orações públicas, etc., porém não vive e nem se preocupa em viver de modo harmonioso com a verdade Bíblica. Não permanece nela. Abandona-a para cometer adultério com as mentiras de falsos mestres, pensamentos infantis e ego insaciável. Imaginando que as obras visíveis escondem os intentos covardes e egoístas do coração na presença de Deus.

Estão como alguns dos fariseus de João 8, afirmando crer em Jesus, porém não permanecendo em sua Palavra. Ou, como os demônios descritos em Tiago 2.19, que não somente creem que há um só Deus, mas até estremecem, contudo continuam condenados ao inferno.

Onde está a vida na Palavra? Onde está a Palavra na vida? Será isto reto aos olhos do Senhor, ou seja, ir à Igreja todos os fins de semana e dizer-se cristão se no dia-a-dia continua: oprimindo o próximo? Aprisionando o irmão ao sentimento de rancor? Defraudando o necessitado? Envergonhando o nome de Cristo? Desejando os bens do outro? Deleitando na pornografia, bebedice e maledicência? Emprestando os lábios para enganar? Prostituindo? Aprovando o que Deus desaprova? Não lamentando pelo pecado?

Antes que os “inocentes” pensem que estamos chamando a todos de crentes nominais que se diga: dirigimo-nos àqueles que afirmam crer com os lábios em público, porém negam no íntimo de seus corações; que erguem as mãos nos templos, entretanto estão embriagados de maldade e crime; que se vestem de branco e pregam santidade, todavia estão manchados pelo pecado e não desejam o lavar purificador de Cristo; que estão em prontidão para apontar pecados, mas não choram e lamentam pelos seus próprios erros. São legalistas hipócritas e de falsa piedade.

Precisamos clamar hoje: Senhor liberta-nos do conhecimento sem fé, ou, livra-nos da fé fingida. Ajuda-nos a rejeitar a mentira. Não quereremos viver os nossos dias dentro da Igreja enganados. Fortalece-nos para permanecer em tua Palavra. Estar abraçados com a Verdade. Viver para a sua glória. Ainda que o preço seja alto, pois nenhum preço pago excederá o de Cristo.

Que o Altíssimo nos socorra,

Amém.

 

LEIA: Jeremias 7.1-15; Isaías 1.10-20; Mateus 15.8/ Isaías 29.13 / Apocalipse 2.4,5 / 1Tessalonicenses 4.1-8

Quer sair também?

“Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” (João 6.67-69).

Acredito sinceramente que esta indagação feita por Cristo aos doze deve ser refeita em nossos dias. Não diferentemente, muitos são aqueles que se aproximam Dele para tão somente terem os seus pedidos e ego satisfeitos; para saciarem sua fome por bênçãos e sua sede por conquistas pessoais – de forma que rejeitam completamente à vontade do Senhor para esbanjarem-se em seus próprios prazeres. Infelizmente essa é a mais pura verdade: Uma multidão está à volta de Cristo, entretanto o que desejam não é o Pão da vida, porém um pão para o ventre (6.26).

Após o “duro discurso” (6.60) de Jesus “muitos de seus discípulos o abandonaram e já não andavam com Ele” (6.66). Tiveram, após a confrontação, a coragem, ou insensatez, para reconhecer o intento de seus corações e não permaneceram no engano de si mesmos e dos homens – porém, jamais de Deus! Isto me conforta: saber que falsos crentes ao serem confrontados pela verdade são levados a tomarem uma atitude, ainda que seja de sair. Desta forma, o nome de Cristo não será blasfemado pelos incrédulos ao verem o mau testemunho daquele crente nominal.

Mas, raia a graça: aqueles que foram concedidos pelo Pai vão à Cristo (6.65). Muitos abandonam, porém os fiéis e sinceros permanecem juntos ao Senhor. Louvado seja Deus, pois Ele preservará aqueles que dirão: não podemos seguir após “outro”; não podemos respaldar nossas vidas em palavras mentirosas, lisonjeiras e persuasivas; não conhecemos, ou cremos num Jesus fictício, desprovido de glória e subproduto de judeus e romanos. Não! Cremos no Santo de Deus que viveu, morreu e ressuscitou trazendo salvação aos Seus eleitos. Desta forma, aqueles que assim crêem devem viver para Ele sem falsidade. Sendo honestos a ponto de abandonarem as desculpas esfarrapadas para se auto-justificar. Sendo honrosos para devotarem àquilo que tem de melhor: suas próprias vidas.

Quer sair também? Se não, faça a sua vida cristã valer à pena!

Abraços.

De volta.

Mês bastante corrido, porém cheio de conquistas. Glória a Deus!

Nos primeiros dias do mês de Julho estávamos nos preparando para o Projeto de Evangelização realizado pelos Jovens da IPS (Igreja Presbiteriana Seul) em Guaianases, SP. O mesmo foi desenvolvido entre os dias 13 a 17. No dia 21 partimos para o Acamp de Inverno dos Adolescentes da IPS, retornando no dia 24. E, já a partir do dia 25, participamos do Acam de Inverno das crianças da IPS, finalizado hoje (dia 28). Resultado: muitas bênçãos e crescimento…

Louvamos a Deus, pois Ele tem honrado aqueles que trabalham em Sua obra e os recompensado. Assim, nos sentimos.

Que o Pai os abençoe!

Abraços.

O que é a Igreja?

Como você define Igreja? Não podemos ignorar a importância dessa definição para nossas vidas. A Escritura Sagrada utiliza algumas imagens a fim de descrevê-la, diz que ela é “o Corpo de Cristo” (Ef 1.22,23), “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3.15), “a família de Deus” (Ef 2.19), “a noiva de Cristo”, a reunião dos “eleitos” (Cl 3.12), o lugar da “comunhão dos santos” (1Jo 1.7), “o novo Israel” (Gl 6.16), “Igreja de Deus” (1Co 1.2), “lavoura, edifício e santuário de Deus” (1Co 3.9, 16). H. Bavinck diz que: “A reunião dos crentes que confessam Jesus como seu Senhor foi, desde o começo, designada pelo nome de comunhão ou Igreja”. Podemos concluir que a Igreja é o povo de Deus, composto por todos aqueles que foram resgatados pelo sangue do Cordeiro e passaram a viver no Amado.

Teste a si mesmo!

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos;vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139.23,24).

Não rogo que os tires do mundo…

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os proteja do Maligno” (Jo 17.15 – NVI).

Estamos diante de uma das petições de Jesus em João 17 para a vida de seus discípulos. Devemos nos lembrar que o Senhor estava caminhando para a prisão e consequentemente para a sua morte na cruz, Ele admite: “Agora vou para ti” (v.13). Mas, antes de ser traído e preso, Ele passa a rogar ao Pai por Si mesmo (Jo 17.1-5), pelos discípulos (Jo 17.6-19) e por todos os crentes (Jo 17.20-26). Dentre os pedidos para os discípulos encontramos este: “Não rogo que os tires do mundo”.

Devemos dizer que estas pessoas por quem Jesus roga são aqueles que Lhe foram dadas pelo Pai e escolhidas dentre as que faziam parte do mundo ímpio (15.19; 17.6). Aqueles que, agora, pertencentes ao Senhor não são do mundo e consequentemente são odiados por ele justamente por não ter mais a sua mentalidade, porém a mente santificada pela Palavra (Jo 17.14). Eles estão no mundo e, Jesus não pede ao Pai que os tire do mundo da maneira como Ele está para sair. Pelo contrário, vemos pelo verso 18 que eles são enviados ao mundo por Cristo, da forma como Ele foi enviado pelo Pai.

Não rogo que os tires do mundo – o mundo é o campo onde os discípulos estavam inseridos para viver, exercer o seu ministério e sustentar o testemunho da verdade pelo auxílio do Espírito. Os discípulos de Cristo não deveriam viver aquém do mundo, nem muito menos embebidos em suas fúteis especulações. Não estavam no mundo para serem obscurecidos por trevas, mas para iluminá-lo pela luz que emana de Cristo. Nem para serem amoldados por ele, mas para transformá-lo. Como também, não deveriam entender que a hostilidade do mundo excluía a responsabilidade da missão.

Desta forma, os discípulos não foram chamados a viverem aprisionados em seus “mega-templos”, escondidos das pessoas e do que as movimenta, projetando programas para satisfazerem os seus desejos egoístas, assumindo uma atitude temerária e covarde, porém, para santificados na Palavra e guardados pelo poder do Senhor, influenciar a sua geração com a mensagem incomparável e insuperável da gloriosa salvação no Cristo que venceu e os salvou. Fazendo da comunhão uma evidência da sua mensagem, ou seja, o envio de Cristo ao mundo (Jo 17.21) não uma desculpa covarde para viver enclausurado. Foram chamados para viver no presente século com sensatez, sabedoria e piedade.

Quem temos sido no mundo?

Harlows Pimentel Rocha

“Os meus olhos viram o Rei”

“Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado” (Is 6.5-7).

Que declaração maravilhosa é esta: “os meus olhos viram o Rei”. Quantos hoje acreditam sinceramente que pela fé tem contemplado ao Rei Jesus? Quantos jovens neste mundo tem buscado o entendimento, a vivência e os efeitos dessa realidade espiritual? Esta foi a visão do profeta Isaías descrita no capítulo seis de seu livro: “vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono”. Os versos cinco a sete nos mostram o que aconteceu com Isaías após esta visão. Vemos que a primeira reação do profeta é um grito de lamento, apontando o seu desespero: “ai de mim!”. A sua concepção é “estou perdido!”, ou seja, serei lançado fora da presença de Deus. A sua conclusão decorre tanto da visão do Senhor como da visão de si mesmo, pois ao ver o Santo Rei relata o problema da pecaminosidade presente em sua vida e nos dias de sua época. Contudo, após o reconhecimento e confissão do pecado ele recebe a manifestação da misericórdia e graça de Deus sobre a sua vida, pois a brasa tirada do altar toca a sua boca (justamente onde havia atribuído o seu pecado e os do povo) tirando a iniquidade e trazendo perdão. Esta ação de Deus sobre a vida do profeta é essencial, justamente porque Ele o chamará para, tendo-o purificado, anunciar a Sua palavra e nos ensina que onde abunda a compreensão do pecado superabunda o efeito da graça retirando o temor de ser lançado fora.

“Os meus olhos viram o Rei” – Não podemos pensar que esta realidade espiritual foi possível somente ao profeta Isaías. Seria ato de irresponsabilidade e incredulidade pensar assim. Contudo, aqueles que advogam, pela fé, a experiência de ter-se encontrado com o Senhor não devem esquecer-se jamais de agir com plena consciência do estado de pecado que envolve a sua vida e da sociedade que o cerca, de compreender a necessidade e extensão do perdão e responder em prontidão ante o desafio proposto. Assim, desejemos ardentemente a presença de Deus enxergando quem somos e quem Ele é; percebendo nossa dependência irrestrita que nos faz entender que quanto mais nos aproximamos, mais precisamos buscar; e, tendo plena convicção que na ação da sua misericórdia e graça somos aceitos e jamais lançados de Sua presença.

Harlows Pimentel Rocha

A Bíblia na Evangelização do Mundo

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.16,17).

No capítulo escrito por John R. W. Sttot, no livro Missões Transculturais: uma perspectiva bíblica, é defendido que “sem a Bíblia, a evangelização do mundo seria não apenas impossível, mas também inconcebível” (pg. 1). É ela quem coloca sobre a Igreja a responsabilidade de evangelizar o mundo, dando o Evangelho a ser pregado, ensinando como deve ser feito e declarando o poder de Deus que salva. O referido texto desenvolve quatro razões por que a Bíblia é indispensável à evangelização do mundo.

A primeira é o mandato da evangelização mundial. É dito que a Bíblia inteira é o mandato para a evangelização do mundo, e o mesmo deve ser encontrado na criação de Deus, no caráter de Deus, nas promessas de Deus, no Cristo de Deus, no Espírito de Deus e na Igreja de Deus. Para o autor o cristão individual e as igrejas locais não podem ignorar este mandato bíblico.

A segunda é a mensagem da evangelização mundial. Há apenas um evangelho, no que todos os apóstolos concordam. Mas, eles expressaram este único evangelho de diversos modos. Esse único evangelho não deve fugir do compromisso com o fato da revelação e o compromisso com a tarefa da contextualização.

A terceira é o modelo para a evangelização mundial. A Bíblia supre isso, pois ela não somente contém o evangelho: ela é o evangelho; se, portanto, as Escrituras são a evangelização divina, é evidente que podemos aprender como pregar o evangelho considerando como Deus fez.

A quarta é o poder para a evangelização mundial. A conversão e a regeneração cristãs continuam milagres da graça de Deus. A Palavra criadora de Deus é instrumento para salvação dos homens que estão cegos. Devemos entender que nas nossas fraquezas a força de Cristo se faz perfeita e atua para libertar vidas na pregação do evangelho.

Portanto, sem a Bíblia a evangelização do mundo é impossível. Sem ela, não há o que levar às nações, não há garantia para lhes dar, não há orientação em como fazer a obra e nenhuma esperança de sucesso. Mas, queremos ressaltar que esta Palavra deve estar viva na vida dos que evangelizam. De forma que, aqueles que se comprometem na evangelização e missão, consequentemente atestam que compreenderam, aceitaram, experimentaram e vivenciaram esta verdade.

Harlows Pimentel Rocha