“Os meus olhos viram o Rei”

“Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado” (Is 6.5-7).

Que declaração maravilhosa é esta: “os meus olhos viram o Rei”. Quantos hoje acreditam sinceramente que pela fé tem contemplado ao Rei Jesus? Quantos jovens neste mundo tem buscado o entendimento, a vivência e os efeitos dessa realidade espiritual? Esta foi a visão do profeta Isaías descrita no capítulo seis de seu livro: “vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono”. Os versos cinco a sete nos mostram o que aconteceu com Isaías após esta visão. Vemos que a primeira reação do profeta é um grito de lamento, apontando o seu desespero: “ai de mim!”. A sua concepção é “estou perdido!”, ou seja, serei lançado fora da presença de Deus. A sua conclusão decorre tanto da visão do Senhor como da visão de si mesmo, pois ao ver o Santo Rei relata o problema da pecaminosidade presente em sua vida e nos dias de sua época. Contudo, após o reconhecimento e confissão do pecado ele recebe a manifestação da misericórdia e graça de Deus sobre a sua vida, pois a brasa tirada do altar toca a sua boca (justamente onde havia atribuído o seu pecado e os do povo) tirando a iniquidade e trazendo perdão. Esta ação de Deus sobre a vida do profeta é essencial, justamente porque Ele o chamará para, tendo-o purificado, anunciar a Sua palavra e nos ensina que onde abunda a compreensão do pecado superabunda o efeito da graça retirando o temor de ser lançado fora.

“Os meus olhos viram o Rei” – Não podemos pensar que esta realidade espiritual foi possível somente ao profeta Isaías. Seria ato de irresponsabilidade e incredulidade pensar assim. Contudo, aqueles que advogam, pela fé, a experiência de ter-se encontrado com o Senhor não devem esquecer-se jamais de agir com plena consciência do estado de pecado que envolve a sua vida e da sociedade que o cerca, de compreender a necessidade e extensão do perdão e responder em prontidão ante o desafio proposto. Assim, desejemos ardentemente a presença de Deus enxergando quem somos e quem Ele é; percebendo nossa dependência irrestrita que nos faz entender que quanto mais nos aproximamos, mais precisamos buscar; e, tendo plena convicção que na ação da sua misericórdia e graça somos aceitos e jamais lançados de Sua presença.

Harlows Pimentel Rocha

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2 comentários sobre ““Os meus olhos viram o Rei””

  1. Existe hoje em dia uma grande onda de líderes espirituais em busca do “reavivamento” (que implica em trazer à vida, ou, despertar aquilo que está dormente). Que isso é necessário, não tenho a menor sombra de dúvidas.
    Entretanto, há um ponto, crucial, na qual existe uma grande falha: A Falta da Palavra.
    Ora, pelo texto apresentado é clara a ocorrência dos seguintes fatos:
    1) A conscientização do estado de pecado na qual nos encontramos;
    2) Surge o temor diante da Santidade, Pureza e Glória de Deus em face da nossa impureza, que nos leva ao arrependimento;
    3) Deus, através da sua Misericórdia e Graça, derrama do seu perdão, que se deu através do sacrifício de seu Filho.

    Esses três “estágios”, são interligados e interdependentes, já que não pode ocorrer o resultado final, a saber, a salvação, sem que passemos pelos mesmos.
    Ocorre que na passagem supracitada, Deus emana a sua Palavra, perguntando quem se ofereceria para ir aos povos anunciar a mensagem de Deus.
    Desta forma fica evidente que sem a Palavra e sem o arrependimento, não há avivamento e muito menos reavivamento.

    1. Vlw Bilu… De fato, precisamos de pessoas que busquem ardentemente o verdadeiro avivamento. Chega de projeções e simulações vazias. Chega de “avivamento” sem Palavra e arrependimento! Por isso, precisamos ver o Rei e consequentemente: lamentar pelo nosso estado e do povo, receber purificação que vem do altar e responder em prontidão para sermos usados.
      Abração!

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